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Inglaterra: crianças a partir de 8 anos já trocam fotos nuas

Segundo a polícia inglesa, jovens também utilizavam aplicativos para mandar mensagens com conteúdo sexual, prática conhecida como "sexting"

31 ago 2015
13h09
atualizado às 13h45
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A polícia de Gales do Sul, na Inglaterra, fez uma descoberta alarmante: crianças a partir de oito anos já estão tirando fotos peladas e mandando mensagens com conteúdos sexuais por meio de aplicativos de celular. As informações são do Mirror .

De acordo com a polícia de Gales do Sul, 65 crianças já foram pegas mandando mensagens e fotos explícitas nos últimos dois anos
De acordo com a polícia de Gales do Sul, 65 crianças já foram pegas mandando mensagens e fotos explícitas nos últimos dois anos
Foto: iStock

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Autoridades começaram a se preocupar com o aumento no número de crianças de escolas primárias que estão usando seus celulares para mandar fotos peladas por aplicativos como o Snapchat. E organizações especializadas em crianças alertam que essa é só a ponta do iceberg.

De acordo com informações fornecidas pela polícia de Gales do Sul, 65 crianças já foram pegas mandando mensagens e fotos explícitas nos últimos dois anos. Mas as autoridades temem que esse número ao redor da Inglaterra seja ainda maior, chegando aos milhares.

Pesquisas galesas mostram que garotas são mais propícias a enviarem fotos peladas: nos casos reportados, 40 eram meninas e 25 meninos. A polícia também descobriu que jovens entre oito e 17 anos são os que mais praticam essas atividades, sendo 14 anos a idade mais popular para isso.

Apesar da maioria ter utilizado aplicativos de mensagens para enviar as fotos, outros utilizaram redes sociais como o Facebook, Kik e Camfrog.

Oficiais disseram que os jovens foram advertidos sobre seu comportamento enquanto outros foram encaminhados para o serviço social ou terão que completar um programa de justiça restaurativa.

Como manter os jovens em segurança?
Em resposta a essa “moda” alarmante, a polícia de Gales do Sul criou uma iniciativa com as escolas locais. Segundo um porta-voz, “nós trabalhamos próximos às escolas quando o problema é o ‘sexting’, repassando lições sobre o assunto”. “Essas aulas têm sido bem recebidas e explicam a definição de consenso e a possível ficha criminal que o ‘sexting’ pode causar”, afirma.

Des Mannion, da instituição NSPCC, alertou que os números de “sexting” na infância podem ser maiores do que se imagina. “Essas estatísticas são apenas a ponta do iceberg, porque a polícia não tomará conhecimento de casa caso”, explica. “O ‘sexting’ é cada vez mais uma característica das relações entre adolescentes e as crianças assumem riscos online que às vezes nem imaginam”.

Zoe Hilton, da Agência Nacional de Crime (NCA na sigla em inglês), alerta que jovens consideram o ‘sexting’ como algo normal. “Com smartphones, tablets e novos aplicativos surgindo o tempo todo, esse comportamento é bem normal para adolescentes. Mas pode ser preocupante para a mãe e o pai que não sabem o que fazer quando as coisas dão errado”, afirma.

Para tentar ajudar em casos como esses, a NCA lançou um junho uma campanha para conscientizar os pais e ajudá-los a lidar com essas situações. A chefe da NCA revela que, em média, eles recebem uma denúncia por dia envolvendo problemas com “sexting”.

De acordo com o porta-voz da NSPCC, “elas (crianças) não pensam muito nas consequências. Normalmente (as fotos) são enviadas para uma namorada ou namorado, mas essas imagens podem rapidamente se espalhar pela escola inteira ou no ambiente digital”.

Terra

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