0

Após tentativa de suicídio, jovem cria petição contra app

Após uma tentativa de suicídio, alunos da escola Woordward Acadamy usaram o aplicativo Yik Yak para zombar do sofrimento da jovem

3 out 2015
12h42
  • separator
  • comentários

A americana Elisabeth Long tinha apenas 17 anos quando começou a ter pensamentos suicidas, o que resultou em uma tentativa de tirar a própria vida e na internação por algumas semanas em um hospital. Até então, ela nunca havia ouvido falar falar no aplicativo Yik Yak, disponível para celulares e que permite aos usuários postar e exibir de forma anônima ‘relatos’ sobre outras pessoas. E foi ao conhecê-lo que sua vida começou a mudar. As informações são do site do jornal The Mirror .

Siga Terra Estilo no Twitter

Elisabeth Long tinha 17 anos quando tentou suicídio e passou algumas semanas internada em um hospital
Elisabeth Long tinha 17 anos quando tentou suicídio e passou algumas semanas internada em um hospital
Foto: Elizabeth Long/Facebook/Reprodução

Uma das mensagens do aplicativo era sobre a jovem. “Elisabeth Long precisa parar de reclamar sobre como ela quase se matou. Vá em frente e faça”, dizia o recado postado por um aluno da escola onde ela estuda, a Woordward Academy, na Georgia.

O corpo docente ficou sabendo da história e avisou aos alunos que quem fosse pego usando o aplicativo seria advertido. Mas a mensagem já tinha causado transtornos à Elisabeth. “Fiquei muito triste quando li pela primeira vez os relatos sobre mim, porque depois de passar por um momento tão escuro eu senti como se estivesse realmente fazendo algo de positivo com a minha experiência, compartilhando ela com outras pessoas”, disse.

A jovem conta que conversou com os conselheiros da escola sobre as mensagens, mas eles disseram que “mais nada poderia ser feito”. Foi quando ela decidiu agir por conta própria e criar uma petição exigindo que o Yik Yak fosse desativado.

Ela criou a campanha ‘Vale a Pena Viver Aqui, que luta contra o suicídio e o assédio moral
Ela criou a campanha ‘Vale a Pena Viver Aqui, que luta contra o suicídio e o assédio moral
Foto: Elizabeth Long/Facebook/Reprodução

Inicialmente, a meta era de 1 mil assinaturas, mas nas últimas semanas o abaixo-assinado atingiu a marca de 80 mil assinaturas e a expectativa é que esse número aumente. “Muitas pessoas não compartilham suas histórias de luta contra a depressão e eu sinto que elas deveriam contar. Agora, o objetivo da campanha é ver quantas pessoas estão contra esse aplicativo horrível”, contou Elisabeth.

Atualmente, Elisabeth Long tem 19 anos, estuda na Universidade do Mississippi e recentemente criou a campanha ‘Vale a pena viver aqui’, para combater o suicídio e o assédio moral e ajudar adolescentes que passam por essas experiências.

Em dezembro do ano passado, a jovem ficou frente a frente com os criadores do Yik Yak, Brooks Buffington e Tyler Droll, para mostrar as consequências negativas que o aplicativo causa na vida das pessoas. “Nove meses após o encontro, percebi que eles estavam cheios de promessas vazias e que só queriam ter a minha petição removida, o que não vai acontecer”, garantiu.

Após a tentativa de suicídio, Elisabeth contou com o apoio da família, especialmente do seu pai, e está reconstruindo a vida. “Ele tinha passado por um recente episódio de depressão e me disse que “o suicídio é um solução permanente para sentimentos temporários”, isso ficará guardado para sempre comigo”.

Atualmente, Elisabeth Long tem 19 anos, estuda na Universidade do Mississippi
Atualmente, Elisabeth Long tem 19 anos, estuda na Universidade do Mississippi
Foto: Elizabeth Long/Facebook/Reprodução

Segundo Ruth Sutherland, diretora executiva da Samaritans, uma ONG britânica de combate ao suicídio, é crucial que a população aumente a conscientização sobre os riscos que uma mensagem maldosa pode causar. “Há uma preocupação sobre os conteúdos nocivos na internet, nos aplicativos ou em redes sociais, e a influência que essas coisas podem ter sobre pessoas vulneráveis”, diz Ruth.

Fonte: Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade
publicidade