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Primeiro brinco pode ser colocado logo após o nascimento

18 abr 2013
07h31
atualizado às 07h31
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O primeiro brinco costuma ser também a primeira joia que uma menina ganha. Além disso, representa a primeira marca da vaidade feminina. Por isso, é importante que o furo da orelha seja feito com cuidado, se os pais optarem por fazê-lo. Segundo a dermatologista e coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Selma Maria Helene, o acessório pode ser colocado em recém-nascidos.

Especialistas recomendam modelos pequenos, pois são os mais seguros e confortáveis
Especialistas recomendam modelos pequenos, pois são os mais seguros e confortáveis
Foto: Shutterstock

Ainda que sejam apenas dois furos, o procedimento deve ser realizado sempre por pessoas habilitadas, como enfermeiras e médicos, que tenham noções de assepsia e saibam posicionar corretamente o local dos dois orifícios no lóbulo da orelha. A esterilização dos materiais utilizados é fundamental para evitar infecções, que podem se tornar problemas graves se não tratadas adequadamente.

De acordo com as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o furo da orelha pode ser feito também em farmácias, desde que o procedimento seja realizado com brincos estéreis vendidos no próprio estabelecimento e colocados com ajuda de equipamento apropriado, uma espécie de pistola. 

A pistola é mais recomendada para crianças maiores e adultos, então, se a intenção for furar a orelha de um bebê pequeno, é melhor evitar. Quanto à colocação de brincos em maternidades, apesar de não haver legislação que proiba, alguns hospitais não oferecem mais o serviço; e depende de cada instituição a decisão sobre a prática.

Depois de colocado, o brinco deve ficar por algum tempo na orelha do bebê, para que o furo cicatrize sem risco de fechar. Segundo Selma, isso costuma acontecer de três a seis meses depois do procedimento. Durante este período, a limpeza no banho deve ser feita com sabonete ou xampu infantil, e a orelha deve ser bem enxaguada para não deixar resíduos de sabonetes, que podem irritar o local. Também é interessante limpar o local com álcool 70 e secá-lo.

Alergia a metais
Ao escolher o acessório, a preferência deve ser dada aos modelos pequenos, arredondados, para que não representem um incômodo ao bebê, nem haja risco de enganchar em roupas, toalhas e cobertas. A tarraxa precisa cobrir toda a parte traseira do brinco e, preferencialmente, ter uma ponta arredonda por fora, que proteja a pele do bebê para que não seja machucada pelo pino do brinco.

Em relação ao material, Selma recomenda que os brincos sejam de ouro ou platina. Outros metais não são indicados por terem mais chance de causar alergias, o que, segundo a dermatologista, se deve ao fato de eles terem outros elementos misturados em sua liga.

A alergia a metais é mais comum na adolescência e na idade adulta do que na infância, mas pode acontecer. Se houver suspeita, os pais devem buscar orientações médicas, mas até que isso ocorra a criança o uso de brincos, pulseiras, colares e quaisquer outros acessórios de metal deve ser suspendido. 

De acordo com Selma, as alergias causadas por metais são detectadas por um dermatologista, pois são lesões cutâneas específicas. “Algumas outras lesões na orelha podem ser confundidas com alergia, e não o são”, explica. Estas também podem ser avaliadas pelo especialista, que está capacitado para diferenciar uma doença de outra.

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