Amor e sexo

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Especialista ensina como evitar a rotina sexual

Sylvia de Béjar, Especialista em Sexualidade Humana, aborda o tema de como resolver as diferenças sexuais entre casais consolidados em seu ensaio "Deseo" (Desejo, ainda não lançado no Brasil)
Foto: EFE
 
Acalanto de Juan

"Embora o bom sexo não garanta a felicidade dos casais estabelecidos e represente apenas entre 10% e 20% da satisfação matrimonial, os problemas na cama representam até 90% do descontentamento, revela a escritora Sylvia de Béjar durante uma extensa entrevista concedida à Efe na cidade de Barcelona (Espanha).

Especialista em Sexualidade Humana e Educação Sexual e mestre em Programação Neurolinguística, Béjar aborda o tema de como resolver as diferenças sexuais entre casais consolidados em seu ensaio Deseo (Desejo, ainda não lançado no Brasil), publicado após ter transformado seu livro anterior, Teu sexo é teu, em referência internacional com 250 mil exemplares vendidos.

A jornalista, que trabalhou 17 anos no La Vanguardia e flertou com o Direito para poder atuar como advogada em casos de divórcios com o objetivo de "ajudar as mulheres", acabou enveredando para a questão da sexualidade feminina.

Por que você decidiu ser uma especialista em "assuntos da paixão"?
Pela vocação de ajudar as pessoas do meu sexo e pela ideia que nós mulheres temos de nos apropriar de nossa sexualidade como uma "cruzada vital". Logo me dei conta que temos uma sexualidade que é uma resposta à do homem, mas sem sermos conscientes da nossa.

Quando aparecem os problemas reais na convivência?
Podem ocorrer desde lutas pelo poder entre os dois que levam a mulher a se despersonalizar e a se adequar ao outro, mesmo que a contragosto, até divergências entre os cônjuges, como a pouca vontade do homem em ajudar nas tarefas domésticas. E isso faz com que o sexo feminino se ressinta.

E a paixão do homem, não diminui da mesma forma?
Não, porque o homem sabe dissociar uma irritação do sexo e não os mistura, enquanto, para a mulher, como diz um ditado popular, "a intimidade leva ao sexo". E se a intimidade é ruim, a paixão falha.

Por isso tantas mulheres têm "dor de cabeça" na hora de fazer amor com seus parceiros?
Sim, exato, mas não porque paramos de gozar, mas porque muitas mulheres estão muito, muito cansadas de não serem compreendidas por seus companheiros e, quando chegam ao limite, cruzam as pernas como castigo e como forma sutil de sabotar o sexo.

O que fazer para acabar com essa "irritação oculta"'?
Sou partidária de verbalizar as queixas de um jeito positivo, não com críticas duras, mas como uma maneira de assumir que o casal tem um problema. A mulher tem que sentar com o marido e explicar que continua desejando-o e que continua amando-o, mas que para ela há coisas que a desagradam e tentar buscar uma solução entre os dois.

Um desejo que nunca é o mesmo da etapa da paixão?
O problema do desejo é que muitos casais têm a imagem que sua vida tem que funcionar como se fosse um filme pornô e isso não é verdade. Se as pessoas idealizam o desejo em sua convivência diária, então elas têm um problema.

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