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Cerca de metade das crianças terá pais separados antes dos 16 anos

Estudo mostra que 48% das crianças verão suas famílias desmoronando antes de completarem os 16 anos de idade. Foto: Getty Images

Estudo mostra que 48% das crianças verão suas famílias desmoronando antes de completarem os 16 anos de idade
Foto: Getty Images

Um estudo do Centro para Justiça Social britânico mostrou números não muito animadores sobre a família contemporânea, de acordo com o jornal Daily Mail. A pesquisa apontou que 48% das crianças britânicas verão seus pais se separando antes de completarem os 16 anos de idade, uma vez que a união familiar vem passando por constantes transformações ao longo das décadas.

O artigo mostra que o número de nascimentos fora do casamento são os mais altos nos últimos dois séculos e que, embora nos dias atuais essa seja uma prática comum, antigamente já foi considerado como algo vergonhoso.

A pesquisa mostrou que cerca de 46% das crianças nascem de mães solteiras e que nove em cada dez casais vivem juntos antes de se casar, ou simplesmente não consagram a união. Antes da Segunda Guerra Mundial, a proporção era de um para trinta casais.

O artigo mostra também que o nível de nascimentos fora do casamento na década de 50 manteve-se o mesmo desde 1750 - algo em torno dos 5%, seguindo baixo até os anos 60. No entanto, este índice começou a crescer e passou para os 10% em 1970, aos 30% em 1991 e, atualmente, chegou aos 46%.

Consequências a longo prazo
Especialistas ouvidos pelo veículo afirmam que este quadro demonstra a degradação social causada pela desvalorização do casamento. Eles explicam, no entanto, que isso não significa que no passado todos os casamentos eram felizes e duradouros, mas reforçam que a instituição é uma forma de garantir o fortalecimento familiar e o desenvolvimento saudável das crianças.

O estudo mostrou que crianças que crescem em famílias compostas por uma só pessoa têm 75% mais chance de apresentar mau rendimento escolar; 70% apresentam mais probabilidade de se tornarem viciados em drogas; 50% podem desenvolver problemas com álcool e 35% tendem a ser tornar adultos desempregados.

A pesquisa também vai contra as afirmações de acadêmicos e ativistas que defendem a família contemporânea e não acreditam que as tendências "permissivas" trazidas pela década de 60 tenham contribuído com o desmoronamento do núcleo familiar.

Terra