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Ronco pode atrapalhar a vida sexual do casal

21 de março de 2011 10h23

Quem ronca não tem sono profundo e não descansa. Foto: Getty Images

Quem ronca não tem sono profundo e não descansa
Foto: Getty Images

Ao longo dos anos, dormir ao lado de alguém que ronca pode prejudicar o relacionamento. O ronco é um problema que atinge cerca de 30% da população, sendo que, entre os homens, começa a partir dos 20 anos e, entre elas, a partir dos 40. Nesta segunda-feira (21), Dia Mundial do Sono, especialistas alertam que, além de incomodar quem está por perto, o ronco pode levar a brigas entre o casal e até à falta de desejo sexual.

De acordo com o dentista do sono Ismael Marques, as pessoas que roncam não têm um sono profundo e, por isso, não descansam. "A consequência é sonolência durante o dia, menor capacidade intelectual e de reflexo, e falta de disposição para o sexo. Já em casos mais graves, quando há apneia (espaço mais longo entre uma respiração e outra) pode haver alterações cardiovasculares, como AVC e hipertensão; disfunção erétil, além de alta de colesterol, triglicérides e glicose", afirmou.

O parceiro do roncador também não consegue ter uma noite tranquila. Isto, segundo o especialista, mais pela ansiedade e preocupação de achar que o outro não está respirando do que pelo som do ronco em si.

Por ser causado por questões anatômicas - a estrutura da garganta é parcialmente fechada -, dificilmente o ronco tem cura definitiva. A cirurgia é uma opção de tratamento, mas sua eficácia não é garantida. "Neste caso, o uso de aparelhos bucais durante a noite irá complementar o tratamento e suprimir o som do ronco, dando melhor qualidade de sono e de vida ao roncador e seu parceiro", concluiu Ismael.

Sono ruim aumenta risco de acidentes
Pessoas que têm algum distúrbio do sono - além do ronco e da apneia, há insônia, síndrome das pernas inquietas e sonambulismo - têm de 7 a 10 vezes mais chances de se envolver em acidentes. E quem dorme ao lado de um roncador também, devido à fadiga.

As crianças também podem sofrer com a falta de sono. Segundo a Associação Mundial de Medicina do Sono, 25% dos pequenos são afetados por pouco sono, o que os predispõe à obesidade e problemas emocionais, além de falta de memória e dificuldade de aprendizagem.

Para conseguir dormir bem, o ideal é manter o peso em dia, não fumar e ter horário regular para adormecer.

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