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Jejuar e não comer carne aproxima cristãos de Deus; entenda

26 mar 2013
07h26
atualizado em 27/3/2013 às 10h21
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Período significativo para os cristãos, a Semana Santa lembra a morte e a ressureição de Jesus Cristo. Para reforçar a data, uma série de sacrifícios é feita como parte da experiência espiritual, sendo o jejum o mais praticado pelos religiosos.

A atitude tem como objetivo aumentar a concentração na busca a Deus, além de reavaliar os rumos da vida e encontrar novos caminhos. Contudo, para que as renúncias possam conectar-se aos ensinamentos da Igreja, elas devem ser espontâneas e acompanhadas de arrependimento dos pecados e das falhas.

Com duração de 40 dias - tempo da Quaresma - o ritual tem início na Quarta-Feira de Cinzas e segue até a madrugada da Páscoa, e exige que, diariamente, seja feita somente uma grande refeição e consumidos dois pequenos lanches.

“No primeiro dia e na Sexta-Feira Santa há o jejum e também a abstinência de carne”, explica Marlon Fluck, professor do curso de mestrado em Teologia, da Faculdade Teológica Batista do Paraná. Durante a Idade Média, ovos e até chocolate já foram proibidos.

Descritos na Bíblia, os 40 dias de jejum de Cristo serviram de modelo para o sacrifício que conhecemos hoje. De acordo com o livro sagrado de Mateus, o fim do período foi marcado pela ressurreição do Messias, pois ficou entendido que o mal estava superado. “A abstinência de carne deve servir para os cristãos relembrarem que Cristo entregou seu corpo e seu sangue por nós na cruz”, ensina Marlon.

Abstinência cria o carnaval
Na Idade Média, a carne era proibida durante toda a Quaresma, o que levou ao surgimento do carnaval (a palavra vem de “carnavale”, que significa a festa da carne). Antes de começar esse período, as pessoas comiam todo o alimento estocado, pois não havia como conservá-lo durante 40 dias.

Agência Hélice Terra

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