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Uma pessoa que fura a fila do supermercado, um namorado que dá em cima de outra bem na sua frente, um colega de trabalho que puxa o seu tapete. Para aquelas mulheres que são popularmente chamadas de "barraqueiras", sempre existe um motivo para dar piti em público. Mas será que esse tipo de atitude funciona?
Não dá para classificar como "correta" uma pessoa que faz escândalos para conseguir o que quer. Gritos, esperneios e choramingos fazem efeito apenas na infância. Depois que o mundo adulto chega, esse tipo de atitude é apenas constrangedora, apesar de surtir resultados em determinadas situações porque pressiona e oprime pessoas.
"O barraqueiro consegue resultado em curto espaço de tempo, mas tem desvantagens a longo prazo", diz o psicólogo especialista em assertividade, Ailton Américo da Silva. Essa desvantagem é justamente perder o respeito das pessoas e se tornar um inconveniente.
A pessoa chegada em um barraco como forma de obter o que quer escorrega na maneira como impõe o que pensa e sente. Se ela deixasse claras suas vontades e intenções de uma forma equilibrada e em situação adequada, seria chamada de assertiva, isso sim uma atitude adequada, que impõe respeito.
O assertivo costuma dizer claramente o que pensa e sente, mas a diferença entre eles é a intimidação, constrangimento e manipulação - armas comuns dos barraqueiros.
A questão principal não é nem se a atitude é politicamente correta, mas se é eficaz. Enquanto o assertivo é ouvido e admirado, o barraqueiro opta pelo vexame e para lidar com eles, o melhor jeito certamente é ir embora e não ser platéia para o escândalo que está por vir.
Saiba mais:
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