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 Limites do Dia da Mentira
01 de abril de 2010 10h46

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É preciso tomar cuidado com o tipo de brincadeira para não ter problemas. Foto: Getty Images

É preciso tomar cuidado com o tipo de brincadeira para não ter problemas
Foto: Getty Images

Patricia Zwipp

Não é porque o Dia da Mentira está aí que qualquer tipo de lorota pode ser contado. Limites também devem fazer parte das brincadeiras. Mas quais são eles? "Se trouxer sofrimento ou prejuízos, não há porque tolerar ou incentivar a mentira. Também é importante tomar cuidado para não humilhar alguém", explica Leila Cury Tardivo, professora associada do Instituo de Psicologia da Universidade de São Paulo.

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Para a psicóloga, fora da data há muitos motivos que levam as pessoas a mentir. "Pode ser para não magoar os outros ou para ser mais aceito. Há também quem minta por ter algum problema em aceitar sua própria realidade e, às vezes, para transmitir aos outros suas dificuldades ou culpas, com consciência ou sem."

Além de deixar o mentiroso desacreditado, o hábito pode trazer uma lista de prejuízos. "Como não aproveitar os próprios recursos e não lutar para vencer as dificuldades. Há pessoas que não aceitam a própria realidade, criam outra e chegam a acreditar na fantasia. Nesse caso, estamos diante de quadros mais patológicos", afirmou Leila.

Apesar disso, o fato de mentir pode ser uma saída para não magoar alguém em situações corriqueiras e, por isso, considerado socialmente aceito. Afinal, quem nunca disse ter gostado de um presente para não deixar um parente triste? Ou falado que aprovou a mudança do corte de cabelo da amiga para não chateá-la? ¿Essas mentiras não trazem mal. Mas se a gente é próximo, dar um toque pode ajudar a pessoa querida¿, disse a professora.

Especial para Terra