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Gibi abre discussão sobre como falar de homossexualidade

Revista de Maurício de Sousa coloca em discussão tema ligado à sexualidade . Foto: Reprodução

Revista de Maurício de Sousa coloca em discussão tema ligado à sexualidade
Foto: Reprodução

As criações de Mauricio de Sousa acabam de ganhar seu primeiro personagem aparentemente gay. O tema é tabu em muitos lares, principalmente em relação a como se conversar a respeito com as crianças e adolescentes. Pois bem, mesmo que a interpretação sobre a opção do personagem fique por conta do leitor, o número 6 da revista Tina, que está nas bancas esta semana, é uma boa chance para os pais colocarem o assunto na mesa.

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A revista apresenta aos leitores Caio, um amigo de Tina, personagem criada nos anos 1960 com apelo hippie. Quando indagado sobre um possível namoro, no meio de uma das historinhas, ele aponta para outro menino. O episódio gerou polêmica e o Twitter do autor, Maurício de Sousa, bombou de mensagens, com elogios e críticas a respeito da novidade.

O autor explicou em nota que a interpretação depende do leitor e que a revista não é dirigida para o público infanto-juvenil, como as da Turma da Mônica, mas para os jovens. "A história intitulada 'O Triângulo das Confusões' deve ser lida e interpretada pelo leitor. Não há qualquer afirmação sobre a sexualidade deste ou daquele personagem", afirmou Mauricio de Sousa.

De qualquer forma, a discussão está lançada. Segundo o psicólogo Nelson Alvarenga, o gibi é apenas mais um dos meios de comunicação aos quais crianças e adolescentes têm acesso e que trazem informações sobre assuntos diversos. E, a partir dessa exposição, caso chegue à mão das crianças menores, é muito natural que comecem a questionar sobre o tema. Então, o ideal é que os pais já estejam preparados para responder eventuais perguntas.

"A homossexualidade, ou qualquer outro assunto relacionado ao sexo, deve ser tratado com naturalidade e verdade. É importante ter em mente que o filho não se 'tornará' um homossexual só porque conversa com os pais sobre isso. Uma criança educada corretamente se tornará um adulto saudável e pronto para a vida e para aceitar as diferenças que existem no mundo", disse.

Para entrar no assunto, não existe idade certa. Mas os pais podem esperar que o filho manifeste interesse em entender a questão. De qualquer forma, é importante que todas as dúvidas sejam respondidas, qualquer que seja a idade da criança. Ainda segundo o psicólogo, o ideal é que o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo não seja mostrado como algo errado. "Isso é importante para que o filho se desenvolva livre de preconceitos", afirmou.

Redação Terra