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Quinta, 2 de julho de 2009, 12h47  Atualizada às 15h38
Árvores descartadas pela natureza viram 'esculturas mobiliárias'
Divulgação

Hugo França com uma de suas criações: escultura Trombetas, de madeira pequi
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Rosana Ferreira

Tudo começou de forma simples e despretensiosa. Nas décadas de 1980 e 1990, o engenheiro de formação Hugo França buscou isolamento em Trancoso, no Sul da Bahia, e acabou encontrando sua real vocação ao entalhar uma pia maciça de madeira baraúna. A partir disso, seu trabalho se baseou em resíduos florestais abandonados na mata com os quais produz móveis - chamados pelo criador de "esculturas mobiliárias".

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Seu trabalho, portanto, nasce das formas da natureza. Cabe a França reinterpretá-las dando função à peça, o que torna cada objeto ímpar e exclusivo. Trata-se de um trabalho sustentável, que o designer desenvolve muito antes de o assunto virar a pauta do dia, e revela a impressionante idade das árvores mortas e sua escala monumental.

Durante sua trajetória profissional, Hugo França ganhou reconhecimento nacional e internacional. No primeiro caso, suas peças caíram no gosto de arquitetos e designers de interiores e integram inúmeros projetos. Internacionalmente, o designer foi destaque em importantes publicações, entre elas o jornal The New York Times e a revista The House & Gardne, além de abrir uma exposição individual em Nova York, na Galeria 20th Century, em março de 2008.

Em outubro passado, em Londres, a Sotheby's realizou um leilão de peças de design moderno e contemporâneo. Entre móveis e objetos criados por grandes nomes da área, como Zaha Hadid, Ron Arad, Alexandre Noll, Le Corbusier e George Nakashima, estava a mesa de centro Aporá, de madeira pequi, de Hugo França, vendida por 18 mil euros.

Especial para Terra