Laura Henriques descreve situações embaraçosas das bonitonas encalhadas
Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução
Plínio Teodoro
Advogada, 27 anos, linda, namorando há quatro anos e uma simpatia que não cabe em suas palavras, ditas com um sotaque bem mineiro, uai. O perfil não é de alguém que parece que vai ficar para a titia. Mas, ao atender o telefone, revela: "sim, a bonitona encalhada sou eu".
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Inspirada na infância pelas viagens literárias de Clarice Lispector, a mineira Laura Henriques ganhou fama na blogosfera com textos bem humorados sobre uma das questões que mais afligem as mulheres - e que mais faz com que homens desapareçam após aquele encontro fatal -, o casamento.
Menos de um ano depois de iniciar seu consultório sentimental pela web, Laura escreveu o livro 'A Bonitona Encalhada' para retratar as experiências vividas por ela e pelas internautas e amigas que padecem do mesmo mal. "Se não casei ainda sou encalhada. Meu namorado está só me enrolando e a coisa mais desagradável do mundo é namorar 10, 12 anos e continuar encalhada", pressiona a mineira.
Laura conta que a "crise" bateu após o fim do primeiro namoro, que durou 7 anos, quando ainda tinha 21 anos. "Eu achava que ia arrumar outro namorado logo, mas uma maré de azar pintou na minha vida. Minhas amigas sempre me cobrando: 'vai sair com o bonitinho hoje?' e quando saia era um desastre só. Teve um caso, em que eu peguei uma carona com um paquera em potencial e quando fui descer do carro um motoqueiro arrancou a porta. O paquera ficou com o prejuízo e, eu sem o paquera", relata.
Em meio à conspiração contrária do mundo, Laura ainda receberia um duro golpe, desferido pelo próprio pai, em seu ego já um tanto maltratado pelos pretendentes de Belo Horizonte - capital que tem a fama de ser um paraíso para o público masculino.
"Ele assistia um seriado chamado 'Três Noivas Gordas, Um Vestido Magro', quando virou para mim e disse: as gorduchinhas todas casando, e a bonitona aqui encalhada! E foi assim que me dei conta do que eu havia me tornado. Esse foi meu humilde, quase pífio, momento epifânico."
Foi assim que os textos, enviados por e-mails às amigas, relatando as trapalhadas de uma bonitona encalhada foram parar na web, antes de chegarem ao livro que realizou o sonho daquela menina que se encantara pela prosa de Clarice Lispector.
Sem cara feia
Em seus textos, Laura fala das experiências negativas dos relacionamentos com muito bom humor. "Se bem humorada já é difícil arrumar pretendente, imagina de cara feia!?! Não é um livro de auto-ajuda. Acredito que o segredo é levar a vida numa boa, dar risada em vez de chorar por coisas que são típicas de nossa existência".
Falando sério, a jovem escritora acredita que existem, no mundo de hoje, vários empecilhos que acabam dificultando não só para as mulheres encontrarem um companheiro, mas também para os homens que querem um relacionamento mais duradouro.
"As mulheres estão em um meio de muita concorrência e os homens estão envelhecendo mais devagar. Além disso tem toda a questão da segurança de um emprego, que hoje nunca chega antes dos 30 anos", avalia.
Ela ainda faz as contas para comprovar sua tese de que, embora o momento atual não seja bom para ambos os sexos, as mulheres ainda levam desvantagem.
"Um homem de 30 anos que namora uma mulher de 24 tem tempo para levar este relacionamento mais tranquilo. Uma mulher que passa dos 30 já quer estar estabilizada, pois logo devem vir os filhos. Mas o que mais falta é paciência às pessoas, que não entendem que um relacionamento tem ônus e bônus e que, muitas vezes, desistem por qualquer dificuldade que comece a incomodar, em vez de resolver o problema".
Mas, a escritora declara que uma bonitona encalhada nunca desiste e ensina os 10 mandamentos para a hora de pegar o buquê e trocar as rugas e as rusgas com o sexo oposto pelo véu e pela grinalda. Confira aqui.
Advogada, 27 anos, linda, namorando há quatro anos e uma simpatia que não cabe em suas palavras, ditas com um sotaque bem mineiro, uai. O perfil não é de alguém que parece que vai ficar para a titia. Mas, ao atender o telefone, revela: "sim, a bonitona encalhada sou eu".
» Dez mandamentos para pegar o buquê
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Inspirada na infância pelas viagens literárias de Clarice Lispector, a mineira Laura Henriques ganhou fama na blogosfera com textos bem humorados sobre uma das questões que mais afligem as mulheres - e que mais faz com que homens desapareçam após aquele encontro fatal -, o casamento.
Menos de um ano depois de iniciar seu consultório sentimental pela web, Laura escreveu o livro 'A Bonitona Encalhada' para retratar as experiências vividas por ela e pelas internautas e amigas que padecem do mesmo mal. "Se não casei ainda sou encalhada. Meu namorado está só me enrolando e a coisa mais desagradável do mundo é namorar 10, 12 anos e continuar encalhada", pressiona a mineira.
Laura conta que a "crise" bateu após o fim do primeiro namoro, que durou 7 anos, quando ainda tinha 21 anos. "Eu achava que ia arrumar outro namorado logo, mas uma maré de azar pintou na minha vida. Minhas amigas sempre me cobrando: 'vai sair com o bonitinho hoje?' e quando saia era um desastre só. Teve um caso, em que eu peguei uma carona com um paquera em potencial e quando fui descer do carro um motoqueiro arrancou a porta. O paquera ficou com o prejuízo e, eu sem o paquera", relata.
Em meio à conspiração contrária do mundo, Laura ainda receberia um duro golpe, desferido pelo próprio pai, em seu ego já um tanto maltratado pelos pretendentes de Belo Horizonte - capital que tem a fama de ser um paraíso para o público masculino.
"Ele assistia um seriado chamado 'Três Noivas Gordas, Um Vestido Magro', quando virou para mim e disse: as gorduchinhas todas casando, e a bonitona aqui encalhada! E foi assim que me dei conta do que eu havia me tornado. Esse foi meu humilde, quase pífio, momento epifânico."
Foi assim que os textos, enviados por e-mails às amigas, relatando as trapalhadas de uma bonitona encalhada foram parar na web, antes de chegarem ao livro que realizou o sonho daquela menina que se encantara pela prosa de Clarice Lispector.
Sem cara feia
Em seus textos, Laura fala das experiências negativas dos relacionamentos com muito bom humor. "Se bem humorada já é difícil arrumar pretendente, imagina de cara feia!?! Não é um livro de auto-ajuda. Acredito que o segredo é levar a vida numa boa, dar risada em vez de chorar por coisas que são típicas de nossa existência".
Falando sério, a jovem escritora acredita que existem, no mundo de hoje, vários empecilhos que acabam dificultando não só para as mulheres encontrarem um companheiro, mas também para os homens que querem um relacionamento mais duradouro.
"As mulheres estão em um meio de muita concorrência e os homens estão envelhecendo mais devagar. Além disso tem toda a questão da segurança de um emprego, que hoje nunca chega antes dos 30 anos", avalia.
Ela ainda faz as contas para comprovar sua tese de que, embora o momento atual não seja bom para ambos os sexos, as mulheres ainda levam desvantagem.
"Um homem de 30 anos que namora uma mulher de 24 tem tempo para levar este relacionamento mais tranquilo. Uma mulher que passa dos 30 já quer estar estabilizada, pois logo devem vir os filhos. Mas o que mais falta é paciência às pessoas, que não entendem que um relacionamento tem ônus e bônus e que, muitas vezes, desistem por qualquer dificuldade que comece a incomodar, em vez de resolver o problema".
Mas, a escritora declara que uma bonitona encalhada nunca desiste e ensina os 10 mandamentos para a hora de pegar o buquê e trocar as rugas e as rusgas com o sexo oposto pelo véu e pela grinalda. Confira aqui.
- Redação Terra




