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A tradição veio de Portugal, mas ainda é mantida no Brasil: em uma festa com missa cantada, procissão, leilão de prendas e manifestações folclóricas, católicos celebram por cidades de todo o país a passagem bíblica que conta a descida do Divino Espírito Santo sobre os apóstolos. A bandeira que vai no meio da reunião, carrgeada em um mastro, geralmente vermelha e com um pombo branco rodeado por raios de luz, representa a entidade cristã.
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Para dar nova força à tradição, dois artistas plásticos residentes na cidade de Pinhalzinho, no interior do Estado de São Paulo, decidiram produzir releituras das bandeiras do Divino e de santos em miniatura.
Os artistas, que criaram a oficina M&M Arte Nativa, voltam suas pesquisas para a arte e religiosidade, e buscam despertar "sentimentos saudosos" nos clientes.
Para confeccionar os adornos típicos das festas religiosas dos meses de maio e junho, Mario Luiz e Mario Mendes buscam usar cores e materiais semelhantes aos utilizados antigamente. Assim, tecidos de chita e algodão estampado, fitas de cetim e veludo, rendas e rosas compõem as peças usadas nas procissões e até nas residências.
As bandeiras de santos, mas comuns durante as festas juninas, levam imagens estampadas em tecido, almofadadas e adornadas com os mesmos materiais das bandeiras do Divino. Os santos também podem ser impressos em papel, com uma oração no verso.
A festa do Divino dura em torno de dez dias e termina no domingo de Pentecostes, no mês de maio. A data é definida pela Igreja Católica sete semanas depois do domingo de Páscoa, e este ano acontece no dia 31/5.
O internauta Mário Mendes, de São Paulo (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.