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 Produtividade é mais importante que horas trabalhadas
14 de maio de 2009 18h17

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Rosana Ferreira


Independentemente do número de horas em que o profissional fica na empresa, é preciso analisar se ele contribui com a organização de forma satisfatória. "A avaliação de um profissional por uma empresa séria se baseia na produtividade, não no número de horas trabalhadas", afirma Fábio Saad, gerente da Divisão de Mercado Financeiro da Robert Half, empresa especializada em recrutamento de executivos, com 360 escritórios distribuídos pelos EUA e Canadá, Europa, Ásia, América Latina e Oceania.

» Worklover trabalha demais e é feliz

Nos cargos de gestão, no entanto, é comum o profissional trabalhar até mais tarde, por conta das reuniões agendadas durante o dia. Mas, em linhas gerais quem gosta do que faz, realmente trabalha mais. "Em consultoria, por exemplo, área em que trabalho, é comum os funcionários ficarem mais horas na empresa em comparação com o pessoal da indústria", diz Saad.

Segundo ele, o worklover tem um problema: não sabe se valorizar. "Como ele gosta muito do que faz, assume responsabilidades, encara desafios e novos trabalhos com prazer, sem pedir em troca. Com isso, a remuneração pode ficar um pouco esquecida, já que ele não pede a remuneração adequada em troca de sua dedicação", diz Saad. No caso do worklover Roberto Chade, dono da Dotz, que foi empreendedor ao montar um negócio inovador no país, o retorno demorou a chegar, mas ele não se desmotivou. "Realizações e retorno financeiro são importantes, mas, sem dúvida, as realizações me movem para atingir o resultado. Mesmo não vindo, continuo motivado", diz ele.

Especial para Terra