Casa & Cia

 Notícias por e-mail

Casa & Cia
Segunda, 11 de maio de 2009, 08h31  Atualizada às 15h50
Papel de parede se moderniza e ganha novo status na decoração
Divulgação

Este modelo criado por Marcelo Rosenbaum imita azulejos
Enquete

É possível modernizar um ambiente apenas com o papel de parede?

Sim
Não

Busca

Saiba mais na Internet sobre:

Faça sua pesquisa na Internet:


Rosana Ferreira

Nascido na China, ainda feito à mão, enfeitou os palacetes de mandarins. Chegou à Europa no século XVII e foi reconhecido na França, com a abertura da primeira fábrica, na cidade de Roven. Conquistou as cortes vizinhas e obteve cidadania inglesa, onde começou a ser produzido em Cambridge, em 1634. Pelas mãos de comerciantes árabes "fez a América". No Brasil, o papel de parede chegou pela influência da forte imigração européia e agora renova sua história com novas formas de uso.

» Veja mais opções
de papel de parede

» Como e onde usar
o papel de parede

» Chat: tecle sobre o assunto
» vc repórter: mande fotos
e notícias


É cada vez mais visto nos projetos de design de interiores, mas não tem nada a ver com o jeito que se usava no passado. Quem não teve o quarto todo forrado com papel florido ou a sala de visitas com arabescos? Esqueça esse recurso no ambiente inteiro e até por toda a casa, como se usava em meados dos anos 1970. Agora os arquitetos e decoradores preferem aplicar o papel em pontos de impacto, como em uma parede apenas de um ambiente, em recortes ou nichos da parede e até no teto.

Para isso, o papel de parede precisa fazer a diferença. "Não costumo indicar um modelo que imite o linho, por exemplo, pois é um investimento alto para um resultado que se consegue com a pintura tradicional", diz o designer de interior Moreno, de São Bernardo do Campo (SP). Novidades e lançamentos não faltam nesse sentido para suprir a demanda. Quem sente o crescimento nos últimos anos é o sócio-fundador da Wallcovering, Rodrigo Schimidt. "Desde a abertura da nossa primeira loja, há 12 anos, percebemos o aumento das vendas a cada ano", afirma.

Novidades
O papel de parede, portanto, modernizou-se com cores fortes, desenhos inusitados e materiais diferentes e práticos. Na Wallcovering, há opções de vinílicos (laváveis), de non woven (apesar de ser feito em papel, tem tecido na composição perceptível ao toque) e dos painéis de papel (um papel de parede vinílico com imagens fotográficas e figuras).

O designer Marcelo Rosenbaum lançou a coleção Grafismo para a Bobinex - fabricante de papel de parede desde a década de 1960, com materiais e mão-de-obra 100% nacionais. Sua intenção é estampar o Brasil nas casas brasileiras. A linha tem três temas. No Mata, os desenhos remetem a peixe, jacaré, folha, jabuti e cipó. No Azulejo, a memória do revestimento se materializa em forma de pipa, flor e dropes. E em Arabesco, os sotaques estrangeiros são traduzidos nas linhas do desenho francês e africano. Preços sob consulta.

As grifes internacionais sempre surpreendem no quesito cores e design. A marca italiana de tecidos Dedar é um exemplo. Ela fez seu début no setor de papel de parede com a coleção Viceversa: ousados padrões com proporções em larga escala e de grande impacto, uma tendência atual em termos gráficos e de cores. A inspiração para os temas vêm do estilo clássico e da cultura moura. A loja AN.h., de São Paulo, tem a exclusividade na comercialização da marca. O rolo (10m de comprimento por 69cm de largura) sai por R$ 1.245.

O time de designers da grife suíça Jakob Schlaepfer, há 104 anos no mercado de tecidos e papéis de parede, criou um tipo de "papel tecido", chamado Glinka, com estampas de um colorido único. Neste produto, os padrões coloridos são primeiramente estampados sobre o tecido que, na sequência, recebe aplicação de holograma aluminizado para criar um efeito de brilho na superfície.

A coleção pode ser usada como papel de parede ou aplicada sobre painéis. Por sua espessura finíssima, esse papel é ideal também para ser instalado entre painéis de vidros e pisos de resina. De fácil instalação, pode ser cortado e o excesso de cola, removido com uma esponja molhada. No Brasil, a marca é representada pela Safira Sedas. Custa R$ 2.246 o metro linear.



Especial para Terra