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Cachorros com pedigree estão ficando tolos

19 de janeiro de 2009 17h02 atualizado em 20 de janeiro de 2009 às 18h51

A socialite Paris Hilton está sempre com seu bicho de estimação. Foto: Getty Images

A socialite Paris Hilton está sempre com seu bicho de estimação
Foto: Getty Images

Se você é daquelas que adora passear com um cachorro todo enfeitado no colo e o trata quase como um bebê, não se ofenda. Mas uma pesquisa divulgada pelo Telegraph, nesta segunda-feira, aponta que os cães com pedigree estão ficando cada vez menos inteligentes.

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A lógica do estudo aponta que a seleção natural estaria focada no perfil dos atuais donos de animais: eles buscariam cães mais dóceis e bonitos, deixando de lado os mais espertos - e feios. Um exemplo caro das mudanças é que no século XIX, ao contrário, os cães seriam escolhidos por sua força física e habilidades - como guarda de casas e em ajudar na caça de animais.

Segundo o Telegraph, cientistas suíços teriam evidências fortes que a seleção dos animais por sua aparência causou um declínio na inteligência dos cachorros. "As técnicas modernas de procriação estão afetando o comportamento e a habilidade mental dos cães de raça, assim como suas qualidades físicas", teria dito ao jornal Kenth Svar, um etólogo da Universidade Stockholm, da Suécia.

Os chamados "cães de colo", como os chiuauas e os papillons (usados mais como acessórios fashion) seriam o reflexo das novas necessidades de seus donos. A escolha do bicho seria feita, então, pelo pêlo mais macio, e não pelo faro mais apurado ou pela agilidade. Celebridades como Paris Hilton e Britney Spears, por exemplo, são freqüentemente fotografados com seus pequeninos animais.

A pesquisa, encabeçada por Kenth Svartberg, teria testado características como sociabilidade e curiosidade em 13 mil cachorros. O resultado teria provado que raças com aparência mais atrativa são freqüentemente combinadas a uma personalidade introvertida e apática.

Redação Terra