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Praia pede casa prática
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A escolha dos materiais pode importante para garantir uma linguagem litorânea e campestre
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Optar pelo planejamento. Esta é principal questão apontada por profissionais da decoração e arquitetura na hora de escolher ou reformar um imóvel na praia. Tudo para desfrutar e oferecer um ambiente fresco, bem iluminado e prático. Foi exatamente isso o que fizeram quatro proprietários de imóveis no litoral (veja fotos) que adoram abrir as portas da casa para amigos e família e passar temporadas.

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É preciso prestar atenção em detalhes que podem passar despercebidos na hora da compra e desenvolvimento do projeto. Itens como a incidência do sol, a posição do imóvel em relação ao mar e o tamanho do pé-direito são primordiais para um bom resultado. Além de pensar nos revestimentos e acabamentos práticos para facilitar a limpeza, já que o objetivo principal é o descanso e o lazer.

"Geralmente, as pessoas que vão construir ou reformar estão muito ansiosas, por isso acabam deixando passar detalhes que fazem a diferença lá na frente", alerta a designer de interiores Marli Assis. Ao lado dela, a dupla de arquitetos Ana Lucia Spagnuolo e Marcos Ribeiro, a arquiteta Débora Aguiar, e os arquitetos Antonio Ferreira Junior e Mario Celso Bernardes dão dicas baseadas em seus projetos para se ter uma casa ampla, clara e prática.

Antes de tudo
Quando se pensa numa casa de praia, a primeira pergunta é: vai ter piscina? Se o projeto não incluir sua construção imediata, mas houver a intenção de construí-la mais tarde, é indicado deixar um espaço onde haja incidência do sol na maior parte do dia. "Parece óbvio, mas quem não pensa nisso antes, acaba tendo um espaço mal aproveitado depois", aconselha Marli.

O sol é importante também para manter a casa aquecida, por isso o conselho é que áreas como salas e quartos fiquem voltadas para a luz. Se, ao contrário, a casa fica localizada na sombra, a solução é optar por "panos de vidro" e transparências, para levar iluminação natural ao interior do imóvel. Nesse caso, também é aconselhável abrir mão de sacadas para evitar umidade dentro de casa.

Segundo Ana Lucia Spagnuolo, outra preocupação inicial diz respeito às dimensões dos espaços. "Se o ambiente é pequeno, não use tons escuros em pisos e paredes nem rebaixe o teto com gesso se o pé-direito já for baixo, pois isso dá sensação de diminuição do espaço", explica. "Afinal, quanto mais aberturas a casa tiver, mais bem iluminada e ventilada ela será", completa Antonio Ferreira Junior.

Usar desníveis de solo é outra opção, como fez a arquiteta Débora Aguiar (fotos): na construção de uma casa de 650 m2, com uma estrutura existente no local, aproveitou-se desse recurso para dispor das lajes dos andares e, dessa forma, privilegiar a vista para o mar, independentemente do andar onde estiver. Outro bom aproveitamento é a vegetação local, integrando-a com a área interna através de vidros. "É bom lembrar que a vegetação protege a casa contra o vento, o frio e o sol", diz Marli.

Bem prático
Os profissionais da área são unânimes: evitar a variação dos revestimentos facilita a manutenção e amplia o ambiente. "Quando se aplica um material no piso de todos os ambientes do apartamento ou casa, usa-se apenas um produto para a limpeza", exemplifica Junior.

Os mais utilizados são os revestimentos cerâmicos e os porcelanatos. "Prefira os foscos, que não riscam com o atrito da areia como os brilhosos", aconselha Ana Lucia. Esse material, inclusive, é geralmente retificado, o que significa o mínimo de rejunte. "Isso evita o acúmulo de sujeira", diz Junior, que indica as grandes medidas do material, como 0,6 x 1m, para dar mais amplitude. Para revestimentos que não são retificados, Marli Assis sugere um rejunte especial impermeável e flexível. "Se gasta mais, porém o rejunte não fica escuro com o tempo", diz.

Cores e texturas
O arquiteto Antonio Ferreira Junior sugere que o espaço interno da casa ou apartamento seja algo parecido com uma caixa clara, o que reflete a luminosidade e evita acender luzes durante o dia. "Evite revestimentos coloridos, dê preferência a pisos e paredes claros. 'Brinque' com as cores em tecidos, cortinas e objetos de decoração, afinal são mais fáceis de limpar e trocar", ensina.

Já Ana Lucia Spagnuolo gosta de usar fibras naturais, "que remetem à natureza do litoral e desconecta-se do estilo urbano". Na área de tecidos, os profissionais indicam os materiais de fácil manutenção, como algodão, voile e seda sintética. É só colocar na máquina de lavar e pronto.

Tecnologia
Quando se está na praia, o contato com a natureza é intrínseco, mas não é motivo para deixar a tecnologia de lado. Os recursos tecnológicos ajudam e muito, como relata a arquiteta Ana Lucia. Ela e seu sócio incluíram num projeto de um apartamento na praia um ventilador silencioso e com iluminação que pode ser programado.

"O aparelho é ligado automaticamente todos os dias no mesmo horário para evitar o cheiro de mofo quando a família chega para uma temporada", explica. Já Marli Assis indica a aspiração central como uma opção prática e rápida para limpar a casa.

Mais dicas
- Se contratar um arquiteto ou decorador, tire todas as dúvidas antes de fechar o projeto. Não tenha de medo de dizer "não entendi". Se for o caso, peça para o profissional usar recursos 3D para melhor visualização e entendimento do projeto.

- Integrar ambientes sociais, como o living à sala de estar e à cozinha é um ótimo recurso para ampliar o espaço e promover a convivência entre a família e os amigos.

- Despretensão é a palavra-chave nos projetos de praia: materiais simples são valorizados com cores alegres e objetos pessoais. Experimente.

- Tenha sempre à mão incensos ou home sprays para evitar o cheiro de mofo proveniente da umidade.



Redação Terra