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Amor verdadeiro nasce entre almas gêmeas ou opostos?

O futuro da relação depende de flexibilidade e respeito mútuo. Foto: Terra

O futuro da relação depende de flexibilidade e respeito mútuo
Foto: Terra

É claro que todo mundo entra em um relacionamento com a vontade de dar certo e de fazer o possível pelo seu êxito. Mas o verdadeiro amor surge entre almas gêmeas ou pela atração de opostos?

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Monica Buonfiglio, autora do livro Almas Gêmeas, explica que o quesito básico para saber se você já encontrou a sua cara-metade é perceber se há uma grande afinidade entre o casal, além de admiração mútua.

"Os opostos se atraem só durante a paixão, no momento da cama. Já para o amor, aquele de todo dia, eles não têm futuro", acredita Monica. Para ela, a afinidade de alma gêmea não é despertada pelo sexo, mas sim pela cumplicidade.

Já a terapeuta de casais Eliete de Medeiros considera almas gêmeas aquelas pessoas que se completam. "Elas não precisam ser necessariamente iguais, podem ser parecidas, mas flexíveis uma com a outra", afirma Eliete.

Porém, para a mulher que pensa e age de forma semelhante a do parceiro, há sempre o medo de o relacionamento cair na rotina. A terapeuta de casais dá a solução. "O casal tem de usar a criatividade e inovar a relação com surpresas. O homem pode, por exemplo, comprar uma lingerie para mulher e levá-la ao motel no meio da semana e a mulher pode receber o marido depois do trabalho com um jantar romântico em casa", aconselha.

Entretanto, há casais que são pura atrações de opostos. E, segundo Eliete, a relação entre pessoas de gênios e gostos muito diferentes pode ser duradoura e feliz. "O importante é saber ser flexível e ceder no relacionamento. Quando o casal se ama, um quer agradar ao outro", diz. A relação só não terá futuro caso um ache que tem sempre a razão. "Se uma das partes quer ganhar sempre, aí digo que não é uma relação amorosa e sim uma 'relação de negócios'", completa a terapeuta.

A solução para apaziguar os conflitos é respeitar e aceitar o jeito do parceiro, pois só assim ambos poderão entrar em sintonia e desfrutar da "onda amorosa".

O psicoterapeuta Geraldo Possendoro, professor da especialização de Medicina Comportamental da Unifesp, acredita que as pessoas se relacionam orientadas pelo aprendizado de tentativas e erros de experiências anteriores, ou seja, se alguém namorou uma pessoa ciumenta, é provável que da próxima vez ela não queira outro parceiro com o mesmo tipo de comportamento. "O ideal é que em uma relação haja as minhas coisas, as coisas dele e as nossas coisas para que a situação não se torne asfixiante", afirma.

Romances bem sucedidos
A podóloga Gisele Christina da Silva, 26 anos, é casada há dois anos e meio com o gerente de compras Wald Bernardino da Silva, 27 anos. Os dois têm as personalidades parecidas e gostos semelhantes. Porém, algumas pequeninas divergências apimentam o relacionamento. "Torcemos para times diferentes e a gente brinca um com o outro por causa disso. Em relação à música, eu brigo com ele quando coloca alto no rádio black ou rap, porque eu não gosto", diz. Apesar disso, o casal é a prova de almas gêmeas. "Para não cairmos na rotina a gente saía e viajava. Agora paramos um pouco por causa da nossa filhinha Isabelle, recém-nascida".

Já a comissária Fabiana Maçoni Barros Paulo, 29 anos, é o posto do marido Amauri Oliveira Paulo, 29 anos. "Ele é quieto e ponderado; parece um "Buda". Eu sou mais explosiva e faladeira, não penso muito para fazer as coisas". Eles estão juntos há seis anos, graças ao respeito que um tem em relação ao outro. "Um ou outro deixa pra lá, porque sabe que não adianta brigar por qualquer coisa", diz Fabiana.

Serviço:
Eliete de Medeiros - terapeuta
www.a2encontros.com.br

Geraldo Possendoro - psicoterapeuta
Tel.: (11) 3052-0800

Grupo Mada - Mulheres que amam demais anônimas
http://www.grupomada.com.br/site/

Redação Terra