Fotógrafa inglesa transforma perda da mãe em série artística

19 mai 2014
13h00
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

Existem diversas maneiras de superar uma perda irreparável, como a de uma mãe. Kirsty Mitchell, fotógrafa inglesa de 38 anos, cuja mãe morreu em 2008, de câncer, decidiu homenageá-la voltando às memórias de infância e recriando os cenários incríveis dos contos narrados pela matriarca. 

O resultado são fotos multicoloridas, recheadas de adereços, texturas e objetos feitos à mão. As fotografias, completamente produzidas por ela, têm como cenário Kent, seu condado natal, conhecido como “O Jardim da Inglaterra” por sua natureza exuberante. 

A série Wonderland, que levou cinco anos para ser maturada e só ficou pronta neste ano, pode ser vista no site de Kirsty e em revistas internacionais de arte e fotografia.

“Minhas lembranças mais antigas eram sempre das histórias lidas por minha mãe, quando eu era criança... Ela incutiu em mim o dom mais precioso que uma mãe poderia ter: sua imaginação e crença na beleza”, confidencia Kirsty em seu site, onde reproduz parte de sua concorrida e exposição.

“As fotos são um lugar onde eu posso voltar às minhas memórias sobre minha mãe, longe dos hospitais”, continua Kirsty.

Segunda chance
Depois de diversos cursos de história da arte, fotografia e artes plásticas feitos na adolescência e na vida adulta, Kirsty trabalhou como designer sênior de uma marca internacional, até 2007. Naquele ano, apaixonou de vez pela fotografaria de arte. 

Um ano depois, parou para acompanhar o drama da mãe e, quando esta se foi, Kirsty mergulhou de vez no mundo da fotografia de arte. De 2009 até o início de 2014, contou com a ajuda de alguns amigos, que lhe proporcionaram figurinos, adereços, cenários e acessórios – parte vital do processo de produção das peças e dos sonhos dela, em Wonderland.  

Kirsty trata Wonderland como “uma segunda chance” de uma vida que “virou um lugar diferente”, haja vista que, por meio da fotografia surrealista, ela pôde andar na neve coberta de flores, sobre lagos ao pôr do sol, passear entre árvores pintadas de cores variadas e observar cadeiras ardendo em chamas. “Mantive os meus olhos abertos o tempo do todo e não importa o quão triste foi a origem de tudo, eu sempre vou valorizar este pequeno e muito precioso despertar”, diz.

Antes de Wonderland, Kirsty criou as séries My Angel (2008-2009), Nocturne (2008-2009) e 1, 2, 3 (2007-2008).

Veja também:

Venezuela: os trabalhadores da saúde com salários de US$ 4 por mês e sem equipamentos de proteção
Fonte: Dialoog Comunicação
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade