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Eles falam como gostam de ser paquerados; iniciativa conta

De um modo geral, os entrevistados preferem as mulheres que sabem o que querem; segundo eles, isso facilita a aproximação inicial
Foto: Getty Images
 

Foi-se o tempo que os homens dominavam a cena da paquera. As mulheres estão cada vez mais em busca do que querem: no mercado, na vida familiar e, claro, na busca pelo parceiro ideal. Aos homens, restam duas alternativas: aceitar ou fugir. E, para entender um pouco do que eles estão achando disso, o Terra conversou com homens constatando que, não, eles não pretendem fugir.

Mulheres com iniciativa, objetividade e voz ativa disparam na frente daquelas que ainda mantêm uma postura mais tímida. Ao que tudo indica, eles estão preparados para lidar com aquelas que sabe o que quer.

O estagiário de comunicação Felipe Vinicius Carlos, 22, de Diadema, São Paulo, é solteiro e faz parte do time dos que gostam das mais objetivas. “Não sou muito fã de quem deixa nas entrelinhas ou ‘dá sinais’ de que quer”, observou. Extrovertido, ele prefere as que têm iniciativa. “As tímidas exigem muita mão-de-obra para se quebrar o gelo”, observa.

Quanto à melhor forma de aproximação, ele acredita que, na faculdade, o pior tipo de cantada vem das mulheres que buscam algum gancho da aula para a paquera. “Sempre fica bizarro e broxante”. No entanto, ele dá a dica do tom certo para uma boa paquera.  “Uma vez, voltando de um almoço, avisei que ia deixá-la na sala do nosso chefe e voltar para minha porque já tinha um problema ‘me esperando’. E ela respondeu: ‘por que então você não troca? Fica comigo e deixa o problema lá com o chefe’. Essa funcionou legal”, relembra.

No time dos casados, o analista de marketing R.V.M, que prefere não se identificar, gosta das mulheres com iniciativa, porém, com cantadas discretas e diretas. “Prefiro as mulheres com iniciativa, pois facilita a conversa e a aproximação para um papo”.

Espontaneidade e iniciativa, mas “sem pedreiragem”
O analista de sistemas Felipe Alves Pedroso Straioto, 27, de São Paulo, diz que sempre gostou de mulheres “que sabem fazer uma conversa desenvolver, que puxam algum assunto meio que sem querer sobre algo que esteja acontecendo no momento ou coisa do tipo”. As pouco pró-ativas não têm chances com ele, pois “são uma incógnita”. “Você nunca sabe se estão realmente olhando para você, para o alface no seu dente ou admirando a cor da parede”, brinca.

No entanto, iniciativa não pode se confundir com falta de noção e, como ele define, a cantada só funciona se for “sem pedreiragem". “Nunca me interessei por gente desesperada”, acrescenta. Ele conta que, certa vez, em um barzinho, três garotas juntas no balcão começaram a disparar várias cantadas e perguntas ao mesmo tempo. “Até tentei conversar, mas a situação estava tão bizarra e tão forçada que acabei pegando minha cerveja e saindo dali”, disse.

Já publicitário Calil Ricardo Simões, 26, de São Caetano do Sul, conta que gosta mais das aproximações casuais. “Prefiro as formas mais inesperadas, tipo tropeções, esbarradas ou ainda quando a menina vai gesticular e te dá um ‘tapa’. Acho engraçado e natural”, afirmou. Como é tímido, as mulheres mais atiradas têm mais chance com ele. “Prefiro as com iniciativa, muitas vezes facilita o começo da conversa e fica mais fácil de desenvolver”. No entanto, o “approach” muito escancarado acaba causando o efeito contrário de acordo com o publicitário. “Uma coisa é ter iniciativa, outra coisa é ser fácil. Acho que nenhum homem gosta do que é muito fácil, ou pelo menos não dá o valor devido”, acrescenta.

Para ele, as mulheres que sugerem uma aproximação em dupla têm mais chances de evoluir para algo mais sério. “Por mais que pareça coisa de oitava série, é sempre legal vir alguém falar que tem uma amiga a fim de você. Gera aquela ansiedade de saber quem é e acaba motivando, nem que seja pela curiosidade”, pontua.

Terra