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Empresas incentivam funcionários a ter vida saudável

5 jan 2010
08h59

Quem vive melhor, trabalha melhor e, logo, contribui para aumentar os lucros da empresa. Essa nova mentalidade vem criando, nas grandes companhias, uma cultura de incentivo à qualidade de vida, entre os funcionários. Algumas medidas, como a distribuição de frutas e sucos a cada três horas, a implantação da ginástica laboral e de um cardápio balanceado, começam a transformar o ambiente dessas organizações num espaço onde o bem-estar é prioridade.

Quem vive melhor, trabalha melhor e, logo, contribui para aumentar os lucros da empresa
Quem vive melhor, trabalha melhor e, logo, contribui para aumentar os lucros da empresa
Foto: Getty Images

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É bem verdade que a real preocupação dos empresários não é apenas com a saúde dos trabalhadores. O que essas companhias buscam é a redução dos gastos ocasionados pelas eventuais faltas por motivo de doença e com a utilização do convênio, quando ele é mantido pela organização. Além disso, programas do tipo ajudam a aumentar a produtividade.

No Brasil, as iniciativas nesse sentido começam a se desenvolver agora. Porém, no exterior, os primeiros resultados já foram mensurados. "O retorno do investimento, em algumas empresas dos Estados Unidos, foi muito positivo. A cervejaria The Coors Brewing Company, por exemplo, calculou uma economia de US$ 6,15 por US$ 1 investido num programa corporativo de capacitação física", disse Paulo Alvarenga, sócio-diretor da Crescimentum, empresa especializada em desenvolvimento de líderes e executivos.

A observação do consultor vai ao encontro da pesquisa publicada por Tony Schwartz, autor do livro The Power of Full Engagement. Segundo o especialista, quem tem boa capacitação física comete 27% menos erros do que as pessoas que estão fora de forma.

Schwartz também mostrou, em sua obra, o exemplo da empresa Dupont. A organização reduziu 47,5% o número de faltas dos trabalhadores, num período de seis anos, desde que o programa corporativo de capacitação física foi implantado. Os funcionários que aderiram também pediram 14% menos dispensas médicas do que aqueles que não participaram.

Mas as vantagens para os gestores, na adoção de um projeto de qualidade de vida para os funcionários, não param por aí. Até o relacionamento interpessoal pode ser modificado. "A General Motors, por exemplo, descobriu que aqueles que participam de um programa de capacitação física apresentam redução de 50% nos desentendimentos no ambiente de trabalho", afirmou Alvarenga.

Trabalhadores também são beneficiados
Na tentativa de obter todos esses bons resultados, as empresas estão adotando diferentes estratégias. A implantação da ginástica laboral e de uma dieta balanceada, para a alimentação servida no refeitório, são ações cada vez mais comuns nas organizações brasileiras.

Algumas companhias, no entanto, vão além. Há exemplos de empresas que diminuíram a jornada de trabalho de seus funcionários ¿ com o objetivo de que pudessem gozar mais horas de lazer ¿ e até de organizações que promovem corridas, para estimular a prática de atividade física.

"O laboratório Sabin, em Brasília, é um exemplo de empresa que promove grupos de corrida. A companhia tem ainda um convênio com um salão de beleza próximo, para atender às necessidades do quadro de funcionários, que é composto por 80% de mulheres. Essas iniciativas fizeram com que a empresa fosse eleita a melhor para a mulher trabalhar", afirmou.

Todas essas ações beneficiam os trabalhadores. Mas isso não quer dizer que conseguir a adesão dos funcionários a esse tipo de programa seja uma tarefa fácil.

Ao contrário. O esforço em disseminar a importância de se adotar hábitos saudáveis, no dia-a-dia, tem feito várias empresas investirem em workshops, campanhas e oficinas de qualidade de vida.

Outra estratégia dos gestores tem sido recompensar os funcionários que não só aceitam participar do projeto, mas que demonstram certo esforço em modificar seu estilo de vida.

A bonificação em dinheiro é uma tática adotada por algumas companhias, como a própria Crescimentum. "Incentivamos os colaboradores a fazerem acompanhamento nutricional a cada dois meses, servimos frutas e sucos a cada três horas e montamos grupos de corrida, com prêmios em dinheiro. Num período de dois anos, o nível de estresse dos funcionários diminuiu consideravelmente e notamos também uma melhora significativa na produtividade", disse Alvarenga.

Fonte: Redação Terra

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