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Adoção de coelho deve levar em conta espaço e higiene

14 mar 2013
07h38
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Destaque durante todo o período de Páscoa, o coelho ganha a atenção das crianças, que desejam tê-lo como bichinho de estimação. Porém, antes de adotar, os pais precisam avaliar questões como espaço e alimentação especial para criar o animalzinho com segurança e saúde.

Além de ração, os bichinhos também comem vegetais frescos
Além de ração, os bichinhos também comem vegetais frescos
Foto: Shutterstock

Com características e comportamento próprios, os coelhos pedem cuidados diferentes dos tradicionais pets. “Não podemos esperar a mesma relação que temos com cachorro ou gato. Por terem um desenvolvimento cognitivo menor, os coelhos têm menos empatia, por isso não pedem carinho”, analisa Mariana Pestelli, médica veterinária do Pet Center Marginal, de São Paulo.

Ainda assim, esses mamíferos são bons companheiros na hora da brincadeira, pois se acostumam com as pessoas que convivem e até respondem pelo nome. Por isso, descubra, a seguir, o que levar em conta para ter o seu próprio coelhinho.

Ambiente

Esse bicho pode ser criado em casa ou apartamento, em uma espaçosa gaiola com serragem ou forração granulada específica (trocada diariamente). O artefato evita que o coelho roa móveis, eletrodomésticos, brinquedos e roupas enquanto estiver sozinho. “Isso ocorre porque seus dentes crescem de forma ininterrupta e ele precisa desgastá-los”, explica Mariana. Porém, quando o dono estiver em casa, precisa deixar o animal solto e ter contato físico, para que não fique arisco.

Não se recomenda ter um casal no mesmo ambiente, devido à rápida reprodução: uma ninhada por mês. Além disso, na época reprodutiva, macho e fêmea podem brigar.

Alimentação e higiene

Por se tratar de um herbívoro, a alimentação do coelho deve ser rica em legumes frescos, alternados com ração especial, encontrada em pet shops. Na mesma loja, também é dado o banho semanal no bicho e feita a tosa naqueles com pelos longos.

Saúde

Vulnerável a problemas como pulgas e sarna, o animal precisa ir ao veterinário, pelo menos, uma vez ao ano. Uma das complicações mais comuns é o crescimento exacerbado dos dentes, evitado com brinquedos específicos para serem roídos, vendidos em pet shops.

Responsabilidade

Antes de adotar, é preciso discutir com a família todas as responsabilidades para que o coelho não seja pego pelo impulso da Páscoa. “É preciso entender que animais não são brinquedos e nem objetos que podem ser descartados depois. É uma vida que deve ser cuidada”, defende a especialista.

Agência Hélice Terra

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